Cultivo banana

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1. 09 Circular Técnica Boa Vista, RR Dezembroo de 2002 Autores Otoniel Ribeiro Duarte Eng.-Agr., Pesquisador Embrapa Roraima. e-mail: otoniel@cpafrr.embrapa.br Carlos…
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  • 1. 09 Circular Técnica Boa Vista, RR Dezembroo de 2002 Autores Otoniel Ribeiro Duarte Eng.-Agr., Pesquisador Embrapa Roraima. e-mail: otoniel@cpafrr.embrapa.br Carlos Eugênio Vitoriano Lopes Eng. Agr., TNS Embrapa Roraima. e-mail: Vitor@cpafrr.embrapa.br Fabrício Nunes de Freitas Eng. Agr., . e-mail: fabricio@cpafrr.embrapa.br ISSN 0101 - 9813 Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima 1. Introdução Em Roraima, a banana é a principal fruta em exploração tanto a nível comercial como de subsistência. A cultura é representada basicamente pelas cultivares Maçã e Prata, que naturalmente apresentam baixa produtividade. A cultivar Maçã por ser extremamente suscetível ao mal-do-panamá, esta sumindo do mercado, embora seja a cultivar de maior aceitação no Estado. A produção de banana está concentrada na região sul do Estado, principalmente nos municípios de Caroebe e Rorainópolis, embora se encontre plantio em todos os municípios. Com o desaparecimento gradual desta cultivar do mercado, a banana Prata já assumiu a posição de cultivar mais produzida e comercializada, sendo que devido ao programa de incentivo à bananicultura por parte do governo estadual, mudas de novos cultivares resistentes/tolerantes ao mal-do- panamá, a sigatoka amarela e principalmente a sigatoka negra, têm sido distribuídas. Como o programa começou a pouco tempo, não se tem definido ainda quais destas novas cultivares que estão assumindo a preferência dos consumidores. A falta de adoção de tratos culturais e fitossanitários e a alta infestação dos bananais com o mal-do-panamá, sigatoka amarela e recentemente com a sigatoka negra, são as principais causas da baixa produtividade, inferior a 500 cachos por hectare. Com o intuito de reverter este quadro através da oferta de cultivares mais produtivas e resistentes e prevenir-se contra a expansão da sigatoka negra, que vem ocorrendo de forma severa em vários cultivares, principalmente nos municípios de Caroebe, Rorainópolis, São João da Baliza, São Luis do Anauá e Mucajaí, identificada por técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento – SEAAB, Embrapa Roraima e Embrapa Amazônia Ocidental, representando o maior problema da bananicultura mundial, pela sua maior agressividade em relação a Sigatoka Amarela e pelo significativo aumento de perdas, que pode chegar a 100% onde o controle não é realizado. Resultados preliminares deste estudo, sugerem a adoção dos cultivares Thap Maeo e Caipira por terem boa produtividade, peso de cachos e aceitabilidade pelos consumidores e serem resistentes às principais doenças que afetam a cultura – sigatoka amarela, mal-do-panamá e principalmente sigatoka negra.
  • 2. Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima 2. SOLO E CLIMA 2.1) Solos A bananicultura necessita de um bom solo para o desenvolvimento do sistema radicular e, conseqüentemente, para maior absorção de nutrientes. A cultura se desenvolve praticamente em quase todos os tipos de solos, desde que estes sejam profundos, bem drenados e com boa capacidade de retenção de água, além de não serem sujeitos ao encharcamento, uma vez que o excesso de umidade favorece ao ataque de organismos que causam o apodrecimento das raízes. Os solos mais indicados para a cultura são os areno-argilosos ou mesmo os arenosos ricos em matéria orgânica, com pH entre 5 e 6. O preparo do solo deve ser efetuado com antecedência, consistindo de aração, correção quando necessária e gradagem. 2.2) Clima Desenvolve-se bem em clima tropical, exigindo calor constante, chuvas bem distribuídas e elevada umidade para seu desenvolvimento. As condições ideais são encontradas entre os paralelos de 30 graus de latitude norte e sul, incluindo todos os estados brasileiros, e nas regiões tropicais de baixa altitude e com temperaturas entre 20 e 24 C. Chuvas em torno de 1.600mm, bem distribuídas, promovem uma alta produção e frutos maiores. 3. CULTIVARES Embora exista grande diversidade de cultivares de banana, são poucos os que apresentam potencial agronômico que atenda simultaneamente a preferência dos consumidores e tendo uma alta produtividade, tolerância a pragas, resistente à seca e ao frio e porte adequado. A escolha do cultivar é muito importante para o sucesso do empreendimento agrícola. É necessário além desses critérios, ter cultivares resistentes a sigatoka negra, recomendando-se a utilização de mudas de produtores ou viveiristas idôneos. Os cultivares Thap Maeo (foto 1) e Caipira (foto 2), foram testadas com mais treze materiais, se destacando como as duas mais promissoras em produtividade e resistência a doenças, atingindo peso médio de cacho de 14,8 e 9,2 Kg, respectivamente (tabela 1). Estes resultados foram obtidos em área de mata de transição, com solos de baixa produtividade. Os cultivares Pacovan, JV- 0315, PV- 0376 e PA 0322 apresentaram peso médio de cachos de 7.2, 6,9, 6.9 e 6.7 Kg, respectivamente, tendo boa aceitação por parte dos consumidores, mas apresentaram sigatoka amarela (tabela 2). 2
  • 3. Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima TABELA 1: Dados de altura das plantas e circunferência do pseudocaule a 30 cm do solo, aos 8 meses, altura da planta na floração, número de dias do plantio à emissão do cacho, número de filhos emitidos até a floração, número de folhas emitidas até a emissão da inflorescência e peso dos cachos. Acessos ALT CIR C ALTFLOR NDEMIS NFILFLOR NFOLFLOR PCACH Caipira 1,0 d 0,19 a 3,2 f 250 bcd 3,1 d 13,7 c 9,2 c JV- 0315 0,9 d 0,16 a 3,5 e 235 e 3,2 cd 15,3 bc 6,9 def Maçã 1,3 ab 0,18 a 3,9 c 252 abc 3,1 d 16,3 ab 8,2 cd Mysore 1,4 ab 0,16 a 4,0 c 263 a 3,9 a 18,0 a 14,6 a Nam 1,3 ab 0,16 a 4,0 bc 248 cd 3,2 cd 14,8 bc 7,3 de Nanica 1,0 cd 0,08 a 2,1 g 253 abc 2,4 g 13,8 c 10,8 b Nanicão 1,1 cd 0,14 a 3,3 f 247 cde 3,6 b 14,1 bc 11,6 b Ouro da Mata 1,4 ab 0,17 a 4,3 a 261 ab 2,7 f 13,8 c 6,0 ef PA-0322 1,1 cd 0,17 a 3,2 f 247 cde 2,5 g 15,0 bc 6,7 def Pacovan 1,5 a 0,15 a 4,4 a 250 bcd 2,9 e 14,7 bc 7,2 de Pioneira 1,2 bc 0,16 a 3,7 d 251 abc 3,3 c 15,2 bc 6,8 def Prata 1,5 a 0,17 a 4,4 a 249 bcd 2,8 ef 14,8 bc 5,5 f Prata-anã 1,1 cd 0,16 a 3,3 f 258 abc 2,5 g 15,0 bc 5,4 f PV- 0376 1,4 ab 0,17 a 4,1 b 238 de 3,2 cd 17,7 a 6,9 def Thap Maeo 1,5 a 0,18 a 3,6 de 257 abc 3,5 b 13,1 c 14,8 a TABELA 2: Dados de incidência e grau de sigatoka amarela e mal-do-panamá até os 8 meses. Cultivar/Híbrido Incidência de Sigatoka Amarela até os 8 meses ( % ) Mysore Nanicão SA: 70,8 B; 29,1 M Nanica SA: 65,5 B; 34,5 M Prata SA: 25,0 B; 75,0 M Prata-anã SA: 12,5 B; 87,5 M Maçã SA: 83,3 SD; 12,5 B MP: 10,0 M; 90,0 A Thap Maeo Caipira JV- 0315 SA: 75,0 B; 25,0 M Pioneira Pacovan SA: 30,0 B; 70,0 M Ouro da Mata SA: 13,5 B; 86,5 M Nam SA: 28,5 B; 71,5 M PV- 0376 SA: 73,0 B; 27,0 M PA 0322. SA: 77,5 B; 22,5 M 3
  • 4. Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima SA- Sigatoka amarela; MP- Mal-do-panamá; SD - Sem doença; B - Baixa incidência; M - Média incidência e A: Alta incidência. Fig. 1. Cacho da cultivar Thap Maeo Fig. 2. Bananeira com cacho do cultivar Caipira 4
  • 5. Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima 4. FORMAÇÃO DE MUDAS As bananeiras são normalmente propagadas por meio de mudas desenvolvidas a partir de gemas vegetativas do seu caule subterrâneo ou rizoma. A escolha das mudas de boa qualidade é fundamental para o sucesso da plantação. O ideal é que as mudas sejam provenientes de viveiros ou produtores idôneos. Na ausência de viveiros, as mudas devem ser selecionadas de plantas vigorosas e sadias. Existem diversos tipos de mudas, diferenciadas pelo estádio de desenvolvimento, tais como: chifrinho, chifre, chifrão, adulta, pedaço de rizoma, rizoma com filho aderido e guarda-chuva. 5. ETAPAS DO PLANTIO 5.1. Época de plantio Em Roraima, tanto em área de mata como de cerrado, o plantio é recomendado para o final de abril e/ou início de maio, período em que se iniciam as chuvas. 5.2. Preparo do solo (cerrado e mata) Em área de cerrado, o preparo do solo se dará com uma aração e duas gradagens, que devem ser feitas com no mínimo 30 dias antes da abertura das covas, para que possa haver reação do calcário, que é aplicado durante estas etapas. Em área de mata é realizada a broca, derrubada e queima, seguindo-se a abertura das covas, onde serão feitas a calagem e a adubação, pois devido à presença de tocos, não se torna viável a calagem em toda a área. 5.3. Espaçamento O espaçamento na cultura da banana é definido principalmente em função do porte e arquitetura da planta. Os mais recomendados são: 2,0 x 2,0 m (2.500 plantas/ha); 2,5 x 2,0 m (2.000 plantas/ha) e 2,5 x 2,5 m (1.600 plantas/ha) para os cultivares de porte baixo a médio, (por exemplo: Nanica, Nanicão, Grande Naine e Prata Anã); 3,0 x 2,0 m (1.666 plantas/ha) e 3,0 x 2,5 (1.333 plantas/ha) para os cultivares de porte semi-alto (Maça, D ´angola, Terrinha, Mysore e Figo); e de 3,0 x 3,0 m (1.111 plantas/ha) e 4,0 x 3,0 (833 plantas/ha) para os cultivares de porte alto. As disposições mais comuns dos espaçamentos são em quadrados, retângulo, triângulo e hexágono. 5.4. Coveamento As covas destinadas ao plantio da banana podem ser abertas com dimensões de 30 x 30 cm ou 40 x 40 x 40 cm, de acordo com o tamanho da muda e classe do solo. Deve-se ter o cuidado de separar a terra da superfície para um lado e a do subsolo para outro. No enchimento das covas invertem-se as camadas, colocando em primeiro lugar, a terra da superfície bem misturada com o corretivo (cal, calcário ou gesso) e os adubos. Recomenda-se proceder o plantio 30 dias após o enchimento das covas. 5
  • 6. Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima 5.5. Adubação de plantio e correção do solo A adubação de plantio deve ser realizada baseando-se na análise do solo. A aplicação será feita diretamente nas covas, permitindo assim melhor aproveitamento por parte das plantas. A correção deve ser feita elevando-se o pH do solo para uma faixa de 6,0 a 6,5 em toda a área. Quando em área de cerrado, além da calagem feita nas covas, enquanto em área de mata a adubação será feita somente nas covas, devido a presença de tocos na área. 5.6. Plantio O plantio deve ser efetuado no início do período chuvoso (abril-maio) nas áreas de savanas; e de fevereiro a março na zona de mata tropical úmida, preferencialmente em dias nublados, para facilitar o pegamento das mudas. Caso o solo não apresente umidade suficiente, deve-se regar as plantas após o plantio com 3 a 5 litros de água. O plantio é feito colocando-se a muda no centro da cova e comprimindo-se cuidadosamente a terra em volta do torrão, dispondo-se sua superfície no mesmo nível do solo. 6. TRATOS CULTURAIS 6.1. Capina e Roçagem As plantas daninhas afetam direta e indiretamente o desenvolvimento dos cultivos, competindo por água, luz, espaço e nutrientes. Existe também a possibilidade de competir através das substâncias alelopáticas, ou seja, processo pelo qual as plantas daninhas liberam substâncias tóxicas que afetam e interferem no desenvolvimento das plantas. Por apresentarem um sistema radicular superficial e frágil, a cultura da bananeira concorre muito com as plantas daninhas, é necessário que a prática da capina seja feita rotineiramente. Nos primeiros cincos meses é necessário que a cultura esteja no limpo, pois neste período as plantas são bastante sensíveis ao aparecimento e a concorrência com plantas daninhas. A capina pode ser realizada pelos seguintes métodos: manual, mecânica e química . Nos cultivos não mecanizados, recomenda- se que a capina seja feita manualmente, usando a enxada ou a estrovenga (roçadeira manual). A grande desvantagem dessa prática, é devido ao alto custo da mão–de-obra, pois são necessários de 15 a 20 homens/dia para capinar um hectare, tendo uma densidade populacional de 1.300 touceiras. Nas áreas mecanizadas, com densidade populacional de baixa a média de plantas, os plantios efetuados por linhas paralelas, podem ser capinados com grade até o segundo mês após o plantio. O uso de enxada rotativa acoplada a um microtrator é outra ferramenta que pode ser feita para manter o cultivo no limpo. 6
  • 7. Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima Para a utilização de herbicidas seletivos ou mistura de herbicidas, o produtor deve observar a área de aplicação e tipo da planta daninha (folhas largas ou estreitas) . Portanto, recomenda-se que o produtor procure um técnico especializado para recomendar o tipo e a dosagem do herbicida para o produtor. 6.2. Desbaste O desbaste consiste na eliminação do excesso de rebentos, já que a bananeira tem a capacidade de produzir um número variável de filhos. Esta prática desempenha um papel importante que concerne à produção e a vida útil do bananal Recomenda-se conduzir a cultura, deixando apenas três plantas por touceira. Esta eliminação deve ser realizada quando os rebentos ou filhos estiverem entre 20 e 30 cm de altura, eliminando a gema apical de crescimento utilizando um equipamento chamado “lurdinha”. Esta etapa depende das condições climáticas, da situação do mercado e de questões de oportunidade. De modo geral, a prática do desbaste deve ser realizada aos quatro, seis e dez meses após o plantio. 7 Fig. 3. Desbastador de mudas de bananeira, muito conhecido por “Lurdinha”.
  • 8. 6.3. Desfolha Consiste na eliminação de folhas secas, mortas, doentes e que apresentem o pecíolo quebrado. Esta prática tem como objetivo: a) livrar a planta das folhas cuja ação fotossintética não atenda às suas exigências fisiológicas; b) melhorar o arejamento e luminosidade; c) acelerar o desenvolvimento dos filhos; d) controlar o aparecimento de pragas e acelerar o processo de melhoramento das propriedades físicas e químicas do solo. Esta prática deve ser realizada de baixo para cima, bem rentes ao pseudocaule, tomando-se o cuidado de não romper as bainhas que ainda estejam a ele aderidas. Normalmente é realizada aos 4, 6 e 10 meses após a instalação da cultura, podendo-se usar facas ou facões para cortar as folhas em cultivares de porte baixo, entretanto para as cultivares de porte médio a alto, usa-se o penado ou foice bifurcada acoplado a um cabo longo. Esta atividade pode ser realizada simultaneamente com o desbaste para diminuir custos com mão-de-obra. Nas plantações já instaladas, recomenda-se fazer esta prática sistematicamente. 6.4. Escoramento Consiste essencialmente em evitar a perda de cachos por quebra ou tombamento da conseqüência da ação dos ventos fortes, peso do cacho, da altura da planta ou de má sustentação, provocados pela ação de pragas, tais como nematóides, broca ou moleque da bananeira, ou ainda pelo manejo inadequado da cultura. O escoramento pode ser feito utilizando varas de bambu, apoiados ou presos ao pseudocaule, próximo à roseta foliar. 6.5. Ensacamento Esta prática é comum apenas em cultivos para exportação, apresentando as seguintes vantagens: a) Aumenta a velocidade do crescimento dos frutos; b) Evita o aparecimento da abelha irapuá; c) Melhora o aspecto da planta; d) Protege os frutos Em Roraima, esta prática não é realizada, devido ao elevado custo e ao nível tecnológico dos produtores. 6.6 Adubação de cobertura A cultura da banana é uma planta muito exigente quanto à adubação, retirando uma grande quantidade de nutrientes do solo. A adubação deve ser efetuada de acordo com a análise de solo. Os procedimentos de coleta do solo podem ser fornecidos pelos engenheiros agrônomos dos serviços da Extensão Rural e da Embrapa.
  • 9. A calagem deve ser efetuada quando as análises de solos revelarem a presença de alumínio trocável e/ou deficiência de cálcio + magnésio. O material mais indicado é o calcário dolomítico, aplicado a lanço em toda a área onde será instalada a cultura, 60 a 90 dias antes do plantio. 6.7 Irrigação A irrigação por sulcos é a mais utilizada por ter menor custo de implantação, tendo os inconvenientes de ter maior consumo de água e de facilitar a dispersão de agentes causadores de doenças. O ideal para a cultura é a irrigação por microaspersão, pois propicia a rega de plantas isoladas e controle na quantidade de água a ser aplicada. 7. PRAGAS E DOENÇAS 7.1. Pragas Moleque ou Broca-do-Rizoma (Cosmopolites sordidus) É a principal praga da bananeira, podendo provocar quedas de até 30 % na produção, variando este percentual em função de fatores como cultivar, os cuidados fitossanitários, idade das plantas e intensidade da infestação. O inseto adulto é um besouro (coleóptero) de coloração preta, medindo 11 mm de comprimento e 5 mm de largura, com estrias longitudinais nas asas (élitros) e pontuações por todo o corpo. É de fácil identificação por possuir um bico (rostro) em cuja extremidade se localiza seu aparelho bucal. É muito suscetível ao ressecamento provocado por exposição ao sol, se abrigando entre os restos de cultura em locais úmidos e sombreados, atuando somente á noite. Se locomovem pouco e quando capturados parecem estar mortos, motivo pelo qual é conhecido por moleque, soneca ou dorminhoco. Seu dano é provocado pela abertura de galerias abertas nos rizomas, debilitando as plantas e propiciando a penetração de organismos patogênicos. A visualização de seus danos se torna difícil devido a sua localização. As plantas muito atacadas tem sua produção seriamente afetada pelos danos causados no sistema radicular. O controle é feito usando-se mudas sadias, tratadas com inseticidas conforme a tabela 2, cultivares menos suscetíveis ao ataque desta praga (Prata e Nanicão), uso de iscas atrativas, uso de leguminosas na cobertura do solo substituindo os restos da cultura e através do controle químico.
  • 10. Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima Tabela 2: Recomendações de controle químico das pragas da bananeira Defensivos recomendados Conc Forn.1 Dosagens Carência (dias)2 Lim. Max. Resíduos (ppm) Classe Tox. Grupo Observações 1. Moleque Aldicarbe 100 g 3 g/isca ou 40 g/cova 21 0.3 I Carbamat o sist Carbaril (b) 850 PM 8 g/isca 14 5 III Carbamat o Carbofenotiom 25 PM 4 g/isca 28 0.8 II Fosforado Carbofuram 50 g 3-5 g/isca ou 80 g/cova 90 0.1 I Carbamat o sist Diazinom (a) 600 CE 1.670 ml3 14 0.5 II Fosforado Fensulfotion (b) 50 g 5 g/isca ou 50 g/cova 60 0.02 I Fosforado sist Mergulhar os rizomas na calda inseticida durante 10 a 15 min. Usar pedaços de pseudocaules, cortados longitudinalmente (0.50 m), como iscas atrativas. A parte interna é tratada com o defensivo. Usar uma isca para cada 500 m2 do bananal, com a parte cortada para baixo. Substituir as iscas a cada 15-20 dias. As iscas envenenadas ajudam a reduzir a popolação de adultos na área. 2. Tripes Malatiom 500 CE 150 ml3 7 8 III Fosforado Paratiom Metílico 600 CE 80 ml3 15 0.2 I Fosforado Pulverizar visando a inflorescência. No caso do tripés, a eliminação do “coração” uma vez formado o cacho pode ser usada como medida de controle. 3. Traça da bananeira Carbaril 850 PM 2 kg/ha 14 5 III Carbamat o Triclorfon 800 PS 1,5 kg/ha 7 0.1 III Fosforado Nas regiões onde ocorre a praga, o controle deve ser preventivo. Aplicar o produto sobre os cachos com os frutos ainda verdes. FONTE: Reis e Souza (1986) 1/ Concentração em g/l ou g/Kg. 2/ Intervalo entre a última aplicação e a colheita. 3/ Dosagem par 100 litros de água.
  • 11. Recomendações técnicas para o cultivo da banana em Roraima 7.2. Doenças As doenças de expressão econômica na bananicultura do estado de Roraima são: Mal-do-Panamá O mal-do-panamá ou fusariose é uma doença provocada pelo fungo de solo Fusarium oxysporium f. sp. cubense (E.F/Smith) Sn e Hansen. Este fungo tem a capacidade de sobreviver no solo por longos períodos de tempo, mantendo assim a área contaminada imprópria para o cultivo de bananas suscetíveis. Esta doença ataca principalmente os cultivares Maçã e Gros Michel, fazendo com que estes cultivares sejam substituídos por outros resistentes. As plantas atacadas por esta doença apresentam as folhas amareladas, começando o sintoma pelas
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