Livro banana cap_5_id-oidu1fw5tr

of 28

Please download to get full document.

View again

All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
PDF
28 pages
0 downs
16 views
Share
Description
1. 59 5.1. Métodos Convencionais A bananeira (Musa spp.) propaga-se por semente e por muda, sendo mais usual e eficiente a propagação por muda. Uma bananeira pode…
Transcript
  • 1. 59 5.1. Métodos Convencionais A bananeira (Musa spp.) propaga-se por semente e por muda, sendo mais usual e eficiente a propagação por muda. Uma bananeira pode produzir tantas mudas quantas forem as folhas emitidas (38 ± 2) até o surgimento do cacho, quando cessa essa atividade. Contudo, a variedade, o porte da bananeira e a idade da planta-mãe são fatores importantes na determinação do número de rebentos emitidos até o surgimento do cacho, o que tem reduzido o potencial para aproximadamente 25% do total ou seja, na realidade uma bananeira produz apenas nove a dez mudas, em período geralmente superior a 12 meses, em condições de campo, e nem todas são de boa qualidade. Objetivando aproveitar ao máximo a potencialidade da bananeira de produzir gemas vegetativas, têm-se aplicado diversas metodologias para a propagação da cultura, cujo princípio fundamental é o de induzir a brotação das gemas e acelerar seu processo de desenvolvimento. Capítulo V Propagação Élio José Alves Marcelo Bezerra Lima JanayAlmeida dos Santos-Serejo Aldo Vilar Trindade
  • 2. 60 5.1.1. Métodos de propagação A reprodução da bananeira é vegetativa ou clonal, por meio da separação de brotos e filhos da planta-mãe os quais, por replantio, perpetuam a espécie. Dentre os métodos mais utilizados para a obtenção de mudas de bananeira, que estão ao alcance dos produtores, destacam-se: a) o próprio bananal; e b) viveiros. 5.1.1.1. O próprio bananal Não se deve utilizar indiscriminadamente o bananal para a obtenção de mudas. É possível utilizá-lo adequadamente, para esse fim, especialmente para atendimento a pequenos produtores, que representam, provavelmente, mais de 90% do universo dos bananicultores brasileiros. Quando se dispõe de um cultivo comercial bem estabelecido, que não tenha pragas que possam propagar-se e que a idade do rizoma não seja superior a três anos, pode-se obter mudas dos filhos que não foram selecionados para dar continuidade à unidade de produção (touceira). Nesse caso, os filhos para mudas são selecionados e marcados com uma fita plástica colorida, não devendo selecionar-se mais de um filho por touceira. A escolha deve ocorrer quando a planta-mãe já está bem desenvolvida (8 a 10 meses de idade) e o filho medindo 30 a 50 cm de altura. Este se desenvolve ao lado da mãe até que esta seja colhida, sem alterar a composição da nova unidade de produção (mãe, filho e neto ou mãe e dois filhos), como ilustra a Fig. 5.1; nesse momento, o filho selecionado para muda pode ser retirado. Por nenhuma razão deve extrair-se a muda de uma mãe antes da colheita, já que os riscos de tombamento e perda da unidade são muito altos.
  • 3. 61 Esse procedimento não afeta o bananal em produção, pois, ao retirar-se a muda de uma bananeira já colhida, os estragos provocados em suas raízes e rizoma não interferem no desenvolvimento das plantas componentes da touceira, as quais devem estar opostas à muda a ser retirada, como mostra a Fig. 5.2. Foto:JanayAlmeidadosSantos-Serejo Fig. 5.1. Filho deixado para muda na touceira.
  • 4. 62 Dentre os principais tipos de mudas a serem obtidas do bananal, podem-se destacar: a) Chifre: muda com altura entre 30 a 60 cm, apresentando folhas lanceoladas e um grande diâmetro na base do seu rizoma. Pesa entre 2,0 a 4,0 kg, que se reduzem para 1,5 a 2,5 kg quando o pseudocaule é rebaixado para 10 a 15 cm sobre a base do rizoma. Esse tipo de muda tem um excelente pegamento e um desenvolvimento uniforme, apresentando um ciclo médio de produção e, dependendo da época de plantio, tratos culturais e das condições climáticas, pode produzir um cacho grande com frutos de primeira qualidade. Fig. 5.2. Posição da muda chifrão a ser retirada da touceira. Foto:JanayAlmeidadosSantos-Serejo
  • 5. 63 b) Chifrão: é o tipo ideal de muda, com altura entre 60 a 150 cm, apresentando uma mistura de folhas lanceoladas com folhas semi-largas, tendendo para adultas, um grande diâmetro na base do seu rizoma e um pequeno diâmetro na parte aérea (Fig. 5.2). Pesa entre 3,0 a 5,0 kg, quando o pseudocaule é rebaixado para 10 a 15 cm da base do rizoma. É muito usado no estabelecimento de bananal comercial, apresentando uma elevada porcentagem de pegamento, um rápido crescimento e, quando se realiza o seu plantio em área com condições de clima e solo favoráveis, na época indicada e adotam-se os tratos culturais recomendados para a bananeira, normalmente ela produz cachos uniformes, grandes, com frutos de excelente qualidade. Esse material reprodutivo, como o anterior, é o mais aconselhado por seu vigor, facilidade de transporte e manejo. Geralmente, por serem jovens, esses tipos de mudas não apresentam problemas fitossanitários relativos ao ataque da broca-do-rizoma e de nematóides, ou quando os apresentam é em escala reduzida. Além disso, produzem bons cachos. Após o arranquio, devem ser preparadas, descorticando-se o seu rizoma, com a eliminação das raízes e solo aderido ao mesmo. Apresentando vestígios do ataque da broca-do-rizoma e/ou de nematóides, as mudas devem ser tratadas com produtos inseticidas/nematicidas, sendo recomendados aqueles à base de carbofuram como o Furadan 350 SC e Furadan 350 TS, na dose de 400 mL do produto para 100 litros de água, com imersão da muda na calda do inseticida/nematicida por 15 minutos. Caso a muda não apresente vestígios do ataque da broca-do-rizoma e/ou nematóides, a recomendação é plantá-la em cova tratada com produto à base de terbufós, como Countner 150 G, ou Countner 50 G nas doses de 13-20 g/cova ou 40-60 g/cova, respectivamente. As mudas que, após o seu preparo, apresentarem galerias provocadas pela broca-do-rizoma e lesões devidas a nematóides devem ser descartadas e queimadas.
  • 6. 64 5.1.1.2. Viveiros As principais etapas descritas para propagação de mudas de bananeira em viveiro são: escolha da área, tipo e origem do material propagativo, variedades, instalação e condução do viveiro. a) Escolha da área O viveiro deve ser estabelecido em local o mais próximo possível do futuro plantio, e que esteja bem servido por estradas, cabos aéreos ou outros sistemas de transporte que permitam mobilizar a muda de forma rápida, eficiente e a baixo custo. O solo deve ser de textura média a ligeiramente arenosa, permitindo a fácil extração da muda; deve ser profundo, bem drenado e fértil, tendo-se o cuidado de que seja o mais livre possível de nematóides ou outras pragas da bananeira que poderiam, a partir do viveiro, propagar-se para o plantio a ser estabelecido. A área deve ser de fácil acesso, com estrada que permita o trânsito de veículos durante o ano; não deve conter espécies de difícil erradicação como a tiririca; não deve ser próxima a bananais; em regiões onde ocorrem baixas temperaturas, as áreas de baixadas, com possibilidade de geada, devem ser evitadas; não se deve usar terrenos onde se tenha detectado vestígios de doenças de importância econômica para a bananeira, com principal ênfase ao mal- do-Panamá, cujo agente causal - o Fusarium - permanece no solo por muitos anos. Portanto, um levantamento fitossanitário da área do viveiro é imprescindível para o seu sucesso. A área do viveiro deve ser, também, levemente inclinada, para facilitar o escoamento do excesso de água das chuvas, além de apresentar uma boa exposição ao sol, condições necessárias para que o viveiro tenha um bom desenvolvimento.
  • 7. 65 b) Tipo e origem do material propagativo Uma vez definida a quantidade de mudas a reproduzir e preparado o terreno convenientemente, procede-se a seleção das mudas que serão propagadas. Aqui, deve-se ser muito rigoroso, não se podendo permitir mudas diferentes da variedade desejada; para estar seguro disto, e para evitar mudas infestadas, mesmo de forma leve, por pragas e doenças que possam disseminar-se no viveiro, é indispensável fazer uma inspeção minuciosa no plantio do qual se vai retirar as mudas; e, para cumprir com esses requisitos desejados, é conveniente que se supervisione a retirada das mudas. É preferível pagar-se duas a três vezes o valor de mercado por uma muda sadia, do que disseminar pragas de alto custo de controle na nova plantação. Diversos trabalhos mostram que a muda de maior peso - até 5 kg - produz filhos mais vigorosos. Vale ressaltar, porém, que a muda tipo chifrão geralmente apresenta boa sanidade e gemas entumecidas. Contudo, deve sofrer um processo de saneamento e seleção para posteriormente ser plantada. O ideal é que a muda para estabelecimento do viveiro seja de boa procedência, destacando-se as originárias de técnicas de multiplicação in vitro (Fig. 5.3), em laboratórios de comprovada idoneidade. Essas matrizes são multiplicadas em campo pelos viveiristas, com o objetivo de fornecer mudas de boa qualidade aos produtores e por preços mais em conta do que os da muda micropropagada, cujo processo de produção requer estruturas e insumos caros.
  • 8. 66 As mudas multiplicadas in vitro são aclimatadas pelo próprio laboratório, em estufas especiais, e assim podem ser plantadas diretamente no viveiro, o que parece mais interessante para o viveirista do que criar estrutura especial, na propriedade, com essa finalidade. Embora o custo de instalação de um viveiro com mudas micropropagadas seja mais elevado, devido ao maior preço da muda em relação à muda convencional, esse custo dilui-se significativamente por não precisar tratá-la, pelo seu índice de pegamento ser de praticamente 100% e pelo seu desempenho no campo ser, muitas vezes, superior. Fig. 5.3. Muda originária de multiplicação in vitro (micropropagada), própria para estabelecimento de viveiro. Foto:AnaLúciaBorges
  • 9. 67 c) Variedades Somente aquelas com maior possibilidade de mercado são objeto de constante procura de mudas pelos produtores, destacando-se a ‘Prata-Anã’, ‘Pacovan’, ‘Nanicão’, ‘Grande Naine’, ‘Maçã’, ‘Nanica’, ‘Terra’, ‘Terrinha’, ‘D’Angola’ e ‘Prata Comum’, cada uma com suas características de desenvolvimento, rendimento e preferência pelos consumidores, as quais têm de ser levadas em consideração ao definir-se a sua propagação. A demanda por mudas das variedades Ouro, Figo, Mysore, Caipira e Nam tem sido menores d) Instalação do viveiro A iniciativa a ser tomada, após a definição do local para instalação do viveiro, é a retirada de amostras de solo para veri- ficar a acidez (pH), os teores de alumínio e de manganês, a saturação por bases, os teores de matéria orgânica e de fósfo- ro e textura do solo, com base em sua análise química e física em laboratório credenciado, bem como verificar a presença ou não de nematóides, também em laboratório especializado, por meio de levantamento específico. As etapas de instalação do viveiro constam de: preparo da área, espaçamento, sulcamento e/ou coveamento, preparo e adubação das covas, seleção, arranquio e preparo da muda e plantio. d.1) Preparo da área O preparo da área deve constar das seguintes subetapas: limpeza, conservação do solo, aração, calagem, gradagem e drenagem, que são praticamente as mesmas preconizadas para os sistemas de produção da cultura da bananeira. No que concerne à limpeza, o solo deve estar limpo, a fim de permitir a realização das etapas subseqüentes relativas
  • 10. 68 à sua conservação, aração, calagem, gradagem e drenagem; a conservação do solo justifica-se pela necessidade de protegê- lo contra os impactos das gotas de chuva e de manter níveis de matéria orgânica que permitam uma boa permeabilidade, ca- paz de uma suficiente retenção de água no solo. Se necessá- rio, práticas conservacionistas como curvas de nível e cordões em contorno devem ser adotadas. A aração normalmente só é recomendada para terrenos cuja topografia permite o trabalho de máquinas e cuja textura do solo é mais pesada e compactada, sendo sua função incorporar a vegetação da superfície e/ou os restos culturais, além de “quebrar” a estrutura do solo e permitir maior aeração. A calagem é uma prática necessária, quando o resultado da análise de solo indicar baixos teores de Ca e Mg, índice de saturação por bases inferior a 60% e pH abaixo de 5,5, devendo-se utilizar o calcário dolomítico, por conter esses nu- trientes em níveis adequados, sendo aplicado após a aração e antes da gradagem. A gradagem, como prática de complementação do preparo do solo, destina-se a destorroar melhor a terra e auxiliar na incorporação do calcário e de restos culturais, sendo recomendável, próximo ao plantio, fazer uma nova gradagem para eliminar as plantas infestantes. A drena- gem ou o escoamento das águas de chuva e de irrigação é ou- tro fator que deve ser considerado na produção de mudas de bananeira de boa qualidade. Assim, em terrenos planos a ondu- lados, de difícil escoamento, com presença de lençol freático superficial, faz-se necessária a abertura de canais de drena- gem com 1% a 3% de declividade. O fator drenagem é muito importante pelo fato de ser a bananeira uma planta que não to- lera excesso de água, principalmente no estádio de implanta- ção e desenvolvimento vegetativo. Uma das piores conseqüên- cias da falta de drenagem no solo para a bananeira é o constan- te apodrecimento de rizomas, com reais prejuízos para o viveirista.
  • 11. 69 d.2) Espaçamento Os arranjos mais recomendados são o triangular e em fileiras duplas, que permitem melhor aproveitamento da luz; o último permite introduzir mecanização no cultivo, com diminuição dos custos de manutenção e retirada das mudas. As populações recomendadas variam de 2.500 a 5.000 plantas por hectare, dependendo da variedade e das condições ecológicas. As distâncias mais freqüentes em triângulo são de 2,0 x 2,0 x 2,0 m e 2,0 x 2,0 m x 1,0 m. O sistema em fileiras duplas, para variedades de porte médio a baixo como o ‘Grande Naine’, poderia ter a distância de 1,0 m entre as duas fileiras, 1,5 m entre as plantas nas fileiras e 3,0 m entre as fileiras duplas; a população seria de 3.300 plantas por hectare, (Fig. 5.4), podendo ser reduzida para 2.500 se a distância entre touceiras na fileira for aumentada para 2,0 m. Fig. 5.4. Sistema de plantio de viveiros em fileiras duplas, com 3.300 plantas/ha. X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 1,5 1,0 3,0 Como se trata de produção de mudas, o espaçamento deve ser o mais reduzido possível, a fim de possibilitar uma maior densidade e melhor aproveitamento da área. Tem sido recomendado que as covas sejam marcadas nos sulcos com 30 cm de profundidade, num espaçamento de 2,0 m entre linhas por 1,0 m entre plantas.
  • 12. 70 d.3) Sulcamento e/ou coveamento Em terrenos que permitam a fácil movimentação de máquinas, recomenda-se abrir sulcos de 30 a 40 cm de profundidade, com base no tamanho da muda, observando-se a distância entre as linhas de plantio. Em solos argilosos, as covas devem ser feitas nas dimensões de 40 x 40 x 40 cm, separando-se a camada dos primeiros 20 cm para um lado e os 20 cm seguintes para o outro. Se o solo for friável ou solto, as dimensões podem ser reduzidas para 30 x 30 x 30 cm. A separação das camadas do solo na abertura da cova é de suma importância no seu enchimento, como será visto a seguir. d.4) Preparo e adubação das covas Devem ser realizados com uma antecedência mínima de, pelo menos, 30 dias do plantio, enchendo-se as covas até o nível do solo com os primeiros 20 cm de terra originários de sua abertura, misturados com esterco de galinha (2 a 5 kg) ou de curral (10 a 20 kg), ou de outra fonte de matéria orgânica, em quantidade equivalente, mais 150 a 250 g de superfosfato simples e 200 a 300 g de fosfato natural, ou, de preferência, seguindo as dosagens recomendadas pela análise química do solo. d.5) Seleção, arranquio e preparo da muda Com a facilidade cada vez maior para adquirir-se mudas micropropagadas e, pelas inúmeras vantagens especialmente de ordem fitossanitária que elas apresentam, não seria recomendável a aquisição de mudas convencionais para a instalação do viveiro. Embora o preço das mudas micropropagadas seja mais alto, o fato de serem isentas de pragas e doenças importantes que afetam a bananeira justifica a sua aquisição/utilização. Poder-se-ia, também, utilizar mudas
  • 13. 71 provenientes de viveiristas, com registro de procedência credenciada e com certificado fitossanitário de origem. No caso de utilizar-se mudas provenientes de bananais, é imprescindível que o material propagativo seja de procedência credenciada, ou seja, de instituições de pesquisa ou de produtores com certificado fitossanitário de origem. As ideais são as dos tipos chifrão. No bananal, devem ser selecionadas as touceiras que apresentam melhor vigor vegetativo, que tenham produzido cachos de bom peso e com frutos de bom tamanho, para retirada das mudas. No próprio local de obtenção das mudas procede-se também o descorticamento do rizoma, retirando-se as partes necrosadas e as partículas de solo a elas aderidas, até o rizoma ficar inteiramente branco. d.6) Plantio Quando se utiliza mudas micropropagadas, com 30 cm de altura e que, portanto, já passaram pelo processo de aclimatação, elas são plantadas com o torrão ou substrato que a acompanha, de modo que o colo da planta fique a 5-10 cm abaixo da superfície do solo. Após o plantio, deve-se cobrir a muda com capim seco, sem, entretanto, abafá-la. A adoção desta prática objetiva reduzir um pouco a incidência direta de raios solares sobre as folhas ainda um pouco tenras. Uma das grandes vantagens desse tipo de muda sobre o convencional, na fase de estabelecimento do viveiro, é que o seu índice de pegamento é de praticamente 100%. As mudas tipo chifrão, devidamente preparadas (prontas para plantio), são colocadas nas covas adubadas, a uma profundidade tal que o rizoma fique totalmente coberto (até a região do colo) com o solo proveniente dos 15-20 primeiros centímetros da abertura da cova, misturado com o esterco e o adubo fosfatado previstos. Durante o plantio deve-se compactar
  • 14. 72 bem a terra ao redor da muda. Se, após o seu plantio, não houver chuvas suficientes nem se instalou previamente um sistema de irrigação para garantir um bom pegamento das mudas, é conveniente fazer uma bacia ao redor de cada muda plantada, colocar 8 a 10 litros de água e cobrir parcialmente com capim seco, para conservar a umidade. e) Condução do viveiro O viveiro de mudas, devidamente instalado, exige uma série de operações que visa a garantir o potencial de brotações com o vigor e sanidade desejável, para que o material propagativo seja de boa qualidade, podendo-se destacar a capina, fertilização, irrigação, desbaste e limpeza das folhas, inspeção e tratamento fitossanitário e arranquio e limpeza das mudas. e.1) Capina A bananeira, nos seus primeiros meses pós-plantio, é bastante afetada pela concorrência de plantas infestantes em água, luz e nutrientes, principalmente nos períodos de escassez de chuvas. Portanto, faz-se necessário manter o viveiro sempre no limpo. e.2) Fertilização Estabelecido o viveiro, para conseguir-se um rápido desenvolvimento da muda, acompanhado do surgimento de brotações laterais (novas mudas), faz-se necessária a aplicação de nitrogênio. Não sendo grande a demanda de mudas, pode-se buscar um crescimento mais lento e de mais baixo custo.
  • 15. 73 A fertilização deve ser realizada obedecendo rigorosamente o que recomenda a análise química do solo do viveiro, tanto no que se refere à dosagem quanto à época e local de sua aplicação dos adubos. e.3) Irrigação Como bem já foi enfatizado, a maior eficiência do uso da irrigação obtém-se quando é feita no solo a reposição de 60% a 70% da água evaporada no tanque classe A. Por outro lado, para efeito de irrigação do viveiro, deve-se considerar como medida a profundidade do solo explorada pelas raízes da bananeira até 60-80 cm, a qual deve ser umedecida em cada rega. O método de irrigação a ser utilizado depende do tipo de solo, da quantidade e qualidade da
  • Related Search
    We Need Your Support
    Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

    Thanks to everyone for your continued support.

    No, Thanks